
CIRANDA CIRANDINHA
Descartes pregou que só existe uma mente consciente e que isso é tudo.
O mundo gira... E numa dessas guinadas aparece Freud e reinventa o inconsciente, que está para além da mente consciente; Isso mexe com a humanidade, que fica perplexa diante desse novo mundo tão vasto e desconhecido como se fosse outra dimensão da Natureza.
E para piorar a situação, aparece o Carlos Gustavo, o Jung propagando uma idéia muito doida que esse inconsciente não é somente pessoal, mas é também um inconsciente coletivo, no qual a humanidade está ligada. Uma espécie de memória que cada indivíduo carrega, além da sua própria. Essa bomba deixa todo mundo ainda mais admirado.
Mas os giros continuam intermitentes e dão tonturas. E para complicar ainda mais a mente humana, aparece o Rupert Sheldrake com a tal Ressonância Mórfica. Demonstra com ela, que existe algo mais além da mente consciente e inconsciente e do inconsciente coletivo. É a ligação de um ser a todos os outros seres e ao mesmo tempo com toda a Natureza e quem diria, com todo o Universo. Uma coletivização da informação que se propaga dentro do campo mórfico e que alimenta uma memória coletiva da Natureza, quer dizer, não é só entre os humanos. Segundo Sheldrake, os Campos Mórficos são estruturas no espaço tempo moldando a forma e o comportamento de todos os sistemas do mundo material. Esses campos produzem informações que são veiculadas através das ressonâncias e são captadas e interpretadas por todos os seres, sem a interferência da distância entre eles, pois tudo isso se dá através de vibrações.
Quer dizer então, que nesse vai e vem no gira-gira do parquinho, estamos só de brincadeira? Estamos rodando em círculos e retornando à Sócrates que já dizia: “Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os deuses”?
Circulando, ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar e aprender tudo aquilo que já sabemos há milênios?
Que sina é essa de andar em círculos como cegos conduzindo cegos?
Até quando vamos ficar nessa escuridão?
Existe realmente algo ou alguém que responda?
Os ecos ressoam!
Elizabeth


















